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segunda-feira, 2 de junho de 2014

Quando os filhos nos pertenciam

Antes de vir para este paraíso em Unhais da Serra (H2Otel), revolvi milhares de papéis à procura não sei bem de quê.

Encontrei preciosidades como esta, que espero conseguir publicar, agora que o portátil parece estar a encarreirar

Grande imaginação, esta a da filhota mais nova, a Né, então com 11 anos iniciados há pouco.

Claro que o filhote ainda não estava nos planos de pormenor.

Só um pai empedernido resistiria à mensagem, a qual, parecendo muito linear, entra no domínio do subliminar: a filhota quis ali dizer muito mais do que aquilo que disse.

Por falar em filhos, ide até AQUI, se faz favor, enquanto queimo os últimos cartuchos, neste paraíso onde parece que ainda há druídas celtas.
Pena minha: feiticeiras que curam males é que não vi nenhuma.
Também não admira.

Fica para a próxima.

sábado, 14 de março de 2009

o raio 10 ou as ganas de os defenestrar

Antes de conhecer a náusea provocada pela diarreia legislativa, estagiei no terreno um pouco por todo o norte de Angola, incluindo Cabinda.
Como isto anda tudo ligado, estou convencido de que os altos comandos militares sofriam dos mesmos distúrbios que o legislador dos tempos que correm; ele há-de haver um ADN comum aos burocratas todos, ou então é vírus que se alapa a quem nos trata como marionetas.
Em princípios de Fev. de 73 foi-me atribuída uma operação especial numa zona de 2 grandes lagoas; fomos largados em 2 vagas de 3 helicópteros, como procura retratar a pequena foto entranhada na barra lateral (da alma?); no canto superior direito ainda se vê parte do heli-canhão que nos dava protecção.
Antes de partirmos, num briefing com um major vindo do comando operacional de Luanda, fartei-me de o avisar de que a zona de largada era então um imenso mar de água; mas o cão não tirava os olhos da carta militar onde delineara a operação a partir do conforto do seu gabinete no comando-chefe em Luanda. Era do que percebia e quem manda sabe.
Carregados e armados até aos dentes, andámos 4 dias e 3 noites entranhados na água e lama, no odor a podre; a malta do émpêlá, essa, puzera-se ao fresco, que aquilo era prós tolos do “puto”, aquela terra lá longe onde havia castelos em que não acreditavam. Mal pusemos os desgraçados pés no execrando buraco que servia de aquartelamento, chega célere a mensagem: “Peço transmita a pessoal dessa que executou Acção Raio 10 a apreciação deste Comando pelo espírito sacrifício demonstrado mesma”. Só a tiro, meu alferes, gritava o destroçado grupo de combate, só a tiro!!!
Nos tempos que correm as armas não fazem qualquer sentido, mas hão-de existir meios adequados a pôr em sentido esta ignóbil casta. Que tal entrar pelos gabinetes dos burocratas adentro e defenestrá-los um a um?
Será crime?
_
Vou-me prá beira do mar,
onde há robalos, pregados e

sábado, 7 de março de 2009

sei de um mar


...onde há druidas de foice de oiro na mão
e duendes,
fadas
e feiticeiras que curam males.
Sei dum mar em que a própria mentira tem o sabor da verdade.
Sei dum mar 
onde agora apetecia estar.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Andam druidas na costa

Há lugares assim, como que mágicos, ainda por cima à beirinha do mar.
S. Paio de Labruge é um daqueles sítios onde a natureza parece ser dona do espaço e do tempo.
Há ruínas dum povoado piscatório pré-romano (por sinal bem protegidas e assinaladas), penedos (chamados “amoladoiros” porque os pescadores amolavam os seus utensílios nos rochedos), gravuras nas rochas e – tinha de ser - uma ermida sobranceira ao mar, dedicada ao jovem mártir S. Pelayo ou S. Paio e certamente ali erigida para cristianizar um local onde não faltam vestígios de cultos pagãos.
E depois sabe bem passar por tantos terrenos inundados de milho que por pouco não beijam o mar. Parece que mais a norte o povo das aldeias resiste ainda e sempre ao invasor.
S. Paio é como um navio de pedra, capaz de resistir àquilo que muitos insistem em chamar progresso.
Estou em regressar lá um dia destes, numa manhã de nevoeiro e mar agreste. Quero encontrar druidas de foice de oiro na mão a cortar o visco que há-de servir de poção mágica.
E duendes,
Fadas
E feiticeiras que curam males.
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- Mais uma vez associo o tema à BD, trazendo à lembrança o
Panoramix e O Navio de Pedra.