Aos que gostam de subtrair aos outros o prazer que a si incomoda, apetece dizer que não metam o nariz na vida alheia, que deixem em paz os que não pensam como eles, e que a grande virtude não consiste em suprimir as tentações, mas em saber resistir-lhes... _ Carlos Braga, em Palhaça Cívica
Reprodução autorizada pela Câmara Municipal de Anadia, titular dos direitos de autor da colecção de postais dedicados ao vinho sob o tema "Rir C'o Vinho".O seu brilhante autor é o Fernando Jorge, meu contemporâneo dos tempos do então Colégio Nacional de Anadia. Sobre o Museu do Vinho Bairrada, em Anadia, ver texto no NOTÍCIAS DE BUSTOS.
Adorei o jogo da noite passada: afinal e apesar de sermos só dois, a equipa provou que sabe jogar como nenhuma outra.
Entretanto, a equipa que quer ser califa no lugar do califa propôs a criação duma comissão de análise do processo de construção da nova alameda da cidade, proposta que foi aprovada graças à ajuda dos dois.
Tal proposta continha um ponto que gerou acesas dúvidas: a câmara deverá disponibilizar à comissão os meios de que esta careça para levar a bom porto a sua ingente missão.
- Que meios, logo inquiriu uma desconfiada voz da equipa situacionista?
Da 1ª fila onde estava postado, respondi de pronto:
- Um automóvel! eu quero um automóvel!
Como compreenderão, era o mínimo que me cumpria exigir; era o que faltava ter de percorrer a pé (ou mesmo de burrico) os quase 3km da futura gloriosa alameda!
Mostrando que queria ir "citius, altius, fortius", subi à bancada e li aos crentes os balões da imagem incluída no post do passado dia 7 sob o título "a mulher de césar".
Desçam e compreenderão as razões de ciência que sustentam a alusão...
Noutro registo temporal, cito o anarca Oskar Bakunine:
A SALVAÇÃO PÚBLICA NÃO DEPENDE JÁ DO ESTADO MAS DA REVOLUÇÃO!
Disse.
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Imagens extraídas de "A Febre de Urbicanda"/autores: François Schuiten e Benoit Peeters/Edições 70
Hoje volto a dar uma perninha na Assembleia Municipal de Oliveira do Bairro como suplente duma equipa com 2 jogadores num campeonato de 27.
O povo assim tem querido, o povo é sereno e ficam a saber que o povo tem carradas de razão: para quê pôr 2 simpáticos jogadores a estragar as chuteiras e as camisolas num jogo que à partida está condenado à derrota?
De resto, diz também o povo: quem está no poder é que sabe, é que tem os livros (incluindo os da contabilidade) e se ganharam é porque têm os melhores jogadores e treinadores e os da oposição só sabem é empatar e dizer mal, deviam mas era ser proibidos de abrir a boca (1).
Confesso que esta entrada em campo por umas horitas me acontece na pior altura da minha carreira de jogador amador, porque:
a) já tinha decidido arrumar as chuteiras(2);
b) a profissão não me dá descanso e, como dizia um gajo da minha República de Coimbra, não "drumo";
c) me comprometi com outra equipa às escondidas do meu padrinho (3)
d) o stress provocado pelo excesso de trabalho e por aquela coisa que os psicanalistas resolveram inventar e a que deram o enfático nome de "stress pós-traumático de guerra", me pode dar para mandar os políticos para um sítio que agora não digo.
E não se pode defenestrá-los?
_ (1) podem não acreditar, mas há uns tempos atrás o líder da bancada que está no poder sugeriu algo parecido, mas foi sem querer, ele não queria dizer nada daquilo, até pediu desculpa e é tão bom rapaz, como provou aqui; (2)a propósito: vou substituir o colega Pai Tomás, apelido que carinhosamente lhe atribuí por ser pai do João Tomás, aquele rapaz que sabe meter golos como poucos mas nunca foi bem aproveitado pelos treinadores. (3)organizei e faço parte da lista da Comissão de Festas do S. Lourenço de Bustos - 2009, função incompatível com o exercício de quaisquer outros cargos desportivos, políticos ou religiosos. -P.S. (salvo seja!): a imagem volta a ser da contra-capa do n.º 5 da Visão [museu dos clássicos] e retrata o Príncipe Valente em fim de carreira...
A crise não perdoa: até a Fábrica de Faianças Artísticas Bordalo Pinheiro ameaça fechar. A fábrica detém os moldes originais de Rafael Bordalo Pinheiro (1846-1905) e mantém um museu dedicado a uma arte cerâmica conhecida e procurada em todo o mundo. Os jornais alvitram nomes de empresas e cidadãos interessados na aquisição das famosas faianças das Caldas; só que nesta área sou a modos que céptico. Se a famosa fábrica fechar, acabam-se os manguitos para o Sócrates, a Manuela Ferreira Leite, o Jerónimo de Sousa, o Paulo Portas das feiras cá da terra e até o Francisco Louçã! (1) Ou seja e bem vistas as coisas: os do poder e os do contrapoder que quer ser poder no lugar do poder (2) estão mortinhos por ver escaqueirada a loiça das Caldas. Unamo-nos, pois, em defesa da Fábrica de Faianças Artísticas Bordalo Pinheiro! Pode parecer que não, mas o PCP já propôs um abaixo-assinado.
__ (1) “Também tu, meu filho Brutus!” – frase atribuída a Júlio César no momento em que foi apunhalado de morte por um parceiro da coligação que queria o poder. (2) Ver por todos “As conspirações do Grão-Vizir Iznogoud”, de Goscinny e Uderzo, Edição Meribérica. O grão-vizir é um obcecado pelo poder, sendo célebre a sua frase: EU QUERO SER CALIFA NO LUGAR DO CALIFA!! - Foto tirada na visita a uma exposição ao Museu do Vinho e da Vinha, em Anadia e cujo post pode ser lido no Notícias de Bustos. - Aconselho a leitura da bem documentada obra de José Augusto França "Rafael Bordalo Pinheiro", Ed. da Livraria Bertrand.
A sátira carnavalesca ao portátil do meu padrinho deixou de ser proibida pela Procuradora-Adjunta do Tribunal de Torres Vedras. Em despacho anterior que agora revogou, a sra. magistrada proibira a brincadeira estribando-se num diploma dos anos da brasa que proíbe a publicação e comercialização de objectos e meios de comunicação de conteúdo pornográfico (o ecrã da réplica do famoso computador estaria inundado de mulheres nuas). Falta de maturidade e insegurança são explicações plausíveis para a tacanha decisão de proibir; já a revogação da proibição deve ter tido a mãozinha do superior hierárquico e por aí acima até ao topo da cadeia alimentar – a PGR. Como é carnaval, ninguém leva a mal. __ A lei em causa é de 76 e pode ser vista no excelente site da Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa, aqui.
De vez em quando, algo de muito português anima as pequenas gestas que costumam estar por detrás dos grandes acontecimentos americanos. Depois da portuguesa de Sosa/Vagos ter cosido a bandeira americana que Armstrong colocou na lua em 1969, temos agora um cão de água português em vias de se tornar o animal de estimação da família Obama. Li algures que o cãozinho ainda está por nascer, coisa de somenos, desde logo porque aos nascituros são reconhecidos direitos.
Só hoje dei conta que a Bia anda inquieta e algo stressada, a modos que a fazer-me concorrência. Descobri que ela soube da notícia do parente algarvio pela tv da cozinha, sítio onde passa os dias refastelada no seu cantinho preferido do sofá, um direito adquirido que já ninguém ousa questionar e muito menos as visitas. E das duas uma: ou é o orgulho lusitano a dar-lhe, ou está mortinha para se pôr ao fresco e partir à cata das boas graças da família mais poderosa do mundo. Pois que vá,
O meu filhote (da 3ª cama, a bem dizer) foi uma semana a Roma em viagem de estudo. Despedimo-nos em jeito do vou ali e já venho, tão comezinho se tornou o viajar. Nos meus tempos de rapaz novo a família ficava em pranto quando dizíamos adeus até ao meu regresso. Custos de ter vivido numa geração (à)rasca.
_ Foto dos tempos em que o clube da terra era patrocinado pelo BPN/LABICER …
O Jornal da Bairrada é dos semanários regionais com maior tiragem a nível nacional e todos sabemos o impacto que tem junto da vasta comunidade emigrante, da Europa às Américas, passando pela longínqua Austrália.
A pergunta da semana da edição do JB de ontem versou sobre o tema reproduzido acima [clicar na imagem para aumentar] e sobre ele responderam ainda um autarca de Anadia e outro de Águeda.
Lá que o meu discurso tivesse sido redondo, ainda vá que não vá, nem que fosse pela idade; como dizem os mais velhos, vou em 61. Agora um jovem como o Nuno Barata ter calcorreado os 500 caracteres que nos consentiram sem dizer absolutamente nada, isso já é preocupante.
Onde pára a irreverência, o espírito de vanguarda e rebeldia que sempre foi timbre da malta nova? Como fomos diferentes nos idos de 60! É o que dá ser a voz do dono.
E então a temática é fracturante? E eu que pensava que não, que já tínhamos subido esse degrau! Estava longe de imaginar que serias um dos destinatários da tirada do “tapar o sol com a peneira”…
Já agora: se há atitudes que elogio no Sócrates, esta é uma delas. A meio do desgaste que a crise provoca, o homem arrisca-se como nenhum político da praça faria; e mais: o eleitorado ficou a saber que o casamento entre pessoas do mesmo sexo será consagrado na lei civil se o meu padrinho ganhar as próximas legislativas.
Oremos para que não seja mais uma promessa por cumprir; senão, a largura do vosso cartaz não vai chegar para o nariz do Pinóquio..