Não parece, mas dá para todos.
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Por favor não chumbem o orçamento!
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Na mesa com...
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Pescador de sonhos
Com o aproximar de mais um aniversário da morte prematura dum amigo de sempre, recordo um bonito postal tridimensional que o Carlitos Luzio me enviou da puta da guerra, algures no norte de Moçambique.
Estava eu em vias de embarcar para Angola, onde também me esperavam "amantes" do calibre das que ele encontrou: algumas minas, emboscadas e, felizmente, alguns amores de ocasião.
Não fosse o inimigo dar com ele, nos muitos aerogramas (bate estradas) que me enviou, o Carlos identificava-se como
Silvestre Rojo Sommell
Alferes Miliciano
SPM 1904
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Tempus fugit
domingo, 19 de setembro de 2010
Efeitos do Magalhães nas escolas
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sábado, 18 de setembro de 2010
Tem um parafuso a menos?
Se lhe falta um, não hesite.
E fica aqui tão perto, no Vale do Grou, Águeda.
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quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Moeda de troca da Casa Pia
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terça-feira, 14 de setembro de 2010
Despertar
É um pássaro, é uma rosa,
é o mar que me acorda?
Pássaro ou rosa, ou mar,
tudo é ardor, tudo é amor.
Acordar é ser rosa na rosa,
canto na ave, água no mar.
__
- Eugénio de Andrade, Poesia e Prosa (1940 * 1980) / Coração do Dia [1956-1958], Ed. Limiar.
- Retrato do poeta, de Emerenciano (1988), extraído de "O Outro Nome da Terra", Outubro de 1988, Ed. Limiar.
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sexta-feira, 10 de setembro de 2010
O acord(e)ão
O Carlitos é um mestre de acordeão, disso ninguém tem dúvidas.
Terá começado por aprender de ouvido, em concertinas emprestadas ou alugadas, exibindo os seus dotes em casas de amigos e pelos parques e avenidas da cidade grande.
Faltava-lhe, porém, o grande passo para a fama: conseguir o diploma de acordeonista, com direito a 460 sessões e um acordeão de bónus, ainda por cima um reputado fratelli.
Raio do acordeão, que tarda em chegar-lhe às mãos!
Mil vezes prometido, outras tantas adiado (agora sine die), vai valendo ao Carlitos a solidariedade dos colegas do mundo artístico.
Não há dia em que o Carlitos não apareça nas tv's e nos jornais a queixar-se do acordeão que não há meio de chegar.
E assim vai dando asas ao que de melhor sabe fazer:
- Dar-nos música!
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Justiça
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
A inocência perdida
Vai ser conhecido hoje o acordão do processo Casa Pia, fazendo o CSM questão de o divulgar no seu site. Mais um festim, com a decisão a passar pelo crivo dos especialistas, dos chico-espertos e dos treinadores de bancada.
O regabofe começou mal a investigação foi conhecida, sobretudo por via da divulgação na comunicação social de supostos factos incriminadores, cirurgicamente deixados escapar por uma qualquer garganta funda do processo.
A técnica é tão conhecida como os seus contra-venenos.
Ao arremedo de súmula da decisão (*) lida no passado dia 3 pelo colectivo de juízes, a defesa respondeu com conferências de imprensa, debates (deboches?) televisivos, entrevistas, vídeos, cartas de amor e/ou de recomendação e até ameaças de divulgação de mais nomes supostamente implicados no abuso de menores.
Já agora: se no entender dos arguidos a sentença constitui uma ignomínia, uma aberração, o regresso ao reino das trevas, o que dizer da divulgação de nomes referidos no processo mas que não chegaram a ser investigados?
Que objectivos se escondem por detrás dessa divulgação? Desespero? Espírito de vingança? Mais uma manobra de diversão?
Ou um aviso à navegação, do género, "quem te avisa teu amigo é"? Um recado à Justiça e aos julgadores que reapreciarão o processo em sede dos muitos recursos que hão-de vir, também eles cidadãos falíveis e pecadores como os demais?
A mediatização deste processo já mete nojo aos cães.
A mediatização deste processo já mete nojo aos cães.
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(*) Art.º 372º, n.º 3, do Cód. de Processo Penal: ...a leitura do relatório [da sentença] pode ser omitida. A leitura da fundamentação, ou, se esta for muito extensa, de uma sua súmula, bem como do dispositivo,é obrigatória, sob pena de nulidade.
(*) Art.º 372º, n.º 3, do Cód. de Processo Penal: ...a leitura do relatório [da sentença] pode ser omitida. A leitura da fundamentação, ou, se esta for muito extensa, de uma sua súmula, bem como do dispositivo,é obrigatória, sob pena de nulidade.
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Justiça
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Canção para os mineiros chilenos
O caminho – ponte entre o mundo de baixo
e o azul celeste –
é mais curto que o caminho daqui até lá baixo.
O mesmo que entre a vida e a morte.
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- Canção dos índios Araucanos, extraída de “Rosa do Mundo – 2001 poemas para o futuro”, Porto 2001, Assírio & Alvim, 3ª edição, pág. 130.
- Imagem: Lloncon, líder mapuche (ou araucano), povo indígena da região centro-sul do Chile e do sudoeste da Argentina. [extraído da Wikipédia]
- Imagem: Lloncon, líder mapuche (ou araucano), povo indígena da região centro-sul do Chile e do sudoeste da Argentina. [extraído da Wikipédia]
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Sons da terra
Sanjo: as sapatilhas reinventadas
Quem não se lembra das sapatilhas Sanjo, fabricadas em S. João da Madeira e que foram a coqueluche da malta nova até há uns 30 anos atrás?
Inicialmente produzidas em branco e preto, tinham 2 pequenas rodelas de borracha para proteger os tornozelos, um rebordo protector em borracha e biqueira protectora.
A marca existia desde os anos 20, mas as sapatilhas aparecem apenas nos anos 40. Em meados de 80 a concorrência estrangeira acabou com elas.
Voltaram há cerca de um ano, made in China.
As TV's e os jornais vêm falando delas, que as crises são propícias ao revivalismo.
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Tradições
sábado, 4 de setembro de 2010
A balança da Justiça - II
Do resumo do Acordão de Colectivo de Juízes do processo Casa Pia, dado à estampa pelo CSM:
“Quanto ao arguido J…, que foi médico de alunos da Casa Pia e que continua a exercer a profissão,..."
"Quanto ao arguido H…, que foi advogado de defesa do arguido C… durante quase dois meses, mas que passou depois também à condição de arguido…”
Nas sentenças já se mandam indirectas a outras corporações...
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Justiça
As manifs de Maputo e o facebook
Recomendo este texto do ma-schamba sobre o acesso à informação no decorrer da revolta popular em Maputo, onde se prova que o facebook é muito mais que engate, é informação viva e partilhada.Talvez pelos afectos que a África gerou por via da puta da guerra ou da paz por encontrar, o Ma-schamba esteve sempre linkado nos meus blogues preferidos.
Já agora, lembro uma frase de Amílcar Cabral: o colonialismo não tem cor.
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Guerra Colonial
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Secretária portátil
Para quem gosta de trabalhar em férias ou no remanso do jardim ou do quintal, aconselho esta secretária portátil.
As imagens foram extraídas do blogue modaparahomens, para quem homem também tem de ter estilo.
- Apetece perguntar: quem, à sua maneira, não tem estilo?
O interessante Tim Vinke é um designer e escultor que vive e tem estúdio em Groningen / Holanda, com exposições e trabalhos apresentados na sua cidade e em Roterdam, Amesterdam e Berlim.
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terça-feira, 31 de agosto de 2010
Os pc's só dão problemas
O portátil vai de mal a pior e entrou em quarentena.
Como não tenho a desculpa do puto da imagem, aproveito para analisar as recentes alterações ao Código de Processo Penal (Lei 23/2010, de 30/8) e, como se não bastasse num só dia, às medidas de protecção das uniões de facto e ao Código Civil (Lei 26/2010).
A diarreia legislativa não tem fim à vista e não há no mercado quem nos salve.
Para saberem mais sobre a doença, digitem "diarreia legislativa" na barra lateral de pesquisa do google.
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segunda-feira, 30 de agosto de 2010
O Comércio do Funchal
Não me refiro à retoma do comércio e turismo do Funchal depois do temporal de 20 de Fevereiro.
Lembro o jornalinho cor de rosa que me acompanhou desde os tempos da faculdade até aos anos da brasa da Revolução de Abril.
Lembro o jornalinho cor de rosa que me acompanhou desde os tempos da faculdade até aos anos da brasa da Revolução de Abril.
Fui assinante do extraordinário e quase miraculoso CF entre Fevereiro de 1970 e igual mês de 1975, de que guardo religiosamente todos os exemplares. Vale-me ter um sotão grande, do tamanho do meu mundo.
Imagine-se o que representou receber durante 26 meses nas matas do norte de Angola e de Cabinda o precioso jornal, um marco na luta contra a ditadura.
Que lufada de ar freco!
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