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domingo, 22 de fevereiro de 2009

salvem o manguito!

A crise não perdoa: até a Fábrica de Faianças Artísticas Bordalo Pinheiro ameaça fechar.
A fábrica detém os moldes originais de Rafael Bordalo Pinheiro (1846-1905) e mantém um museu dedicado a uma arte cerâmica conhecida e procurada em todo o mundo.
Os jornais alvitram nomes de empresas e cidadãos interessados na aquisição das famosas faianças das Caldas; só que nesta área sou a modos que céptico.
Se a famosa fábrica fechar, acabam-se os manguitos para o Sócrates, a Manuela Ferreira Leite, o Jerónimo de Sousa, o Paulo Portas das feiras cá da terra e até o Francisco Louçã! (1)
Ou seja e bem vistas as coisas: os do poder e os do contrapoder que quer ser poder no lugar do poder (2) estão mortinhos por ver escaqueirada a loiça das Caldas.
Unamo-nos, pois, em defesa da Fábrica de Faianças Artísticas Bordalo Pinheiro!
Pode parecer que não, mas o PCP já propôs um abaixo-assinado.
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(1)Também tu, meu filho Brutus!” – frase atribuída a Júlio César no momento em que foi apunhalado de morte por um parceiro da coligação que queria o poder.
(2) Ver por todos “As conspirações do Grão-Vizir Iznogoud”, de Goscinny e Uderzo, Edição Meribérica. O grão-vizir é um obcecado pelo poder, sendo célebre a sua frase: EU QUERO SER CALIFA NO LUGAR DO CALIFA!!
- Foto tirada na visita a uma exposição ao Museu do Vinho e da Vinha, em Anadia e cujo post pode ser lido no Notícias de Bustos.
- Aconselho a leitura da bem documentada obra de José Augusto França "Rafael Bordalo Pinheiro", Ed. da Livraria Bertrand.

domingo, 18 de maio de 2014

A vida é uma charada

Só nos prega partidas, a vida.
Pior que tudo: quando as partidas se sucedem sucessivamente sem cessar, mais vale Nosso Senhor levar-nos.
Sim, Esse Senhor, mil vezes preferível aos medíocres senhores que querem ser califas no lugar do califa. 

Preferível até a uma qualquer senhora com "s" pequeno, que as Grandes, essas, são vestais do Templo Sagrado e já estão no Olimpo à minha espera.
Se for o tal Grande Senhor, dou por garantido o céu e alguns prémios extra pelo desempenho. Noblesse oblige.
Antevendo a chegada às portas do céu:


Ao ver que sou eu quem ali se apresenta, o guardião Pedro corre, célere voa, entra na tenda da alfândega e anuncia:
- Benvindo, meu bom malandro das crónicas tão conhecidas!
Continuou o Santo Pedro, deixando perceber um sorriso cúmplice e malicioso:
- Deus ordena seres contemplado com as 200 virgens que pediste um dia destes no facebook, porque, no mais fundo de ti, Ele sabe que estás mortinho por te alambazares!



- E podes sentar-te à Sua direita, mas porta-se com juizinho e deixa-te mas é de te armares em cão que não conhece dono!
Cheio daquela coragem à Ranger, mas todo aos tremeliques por dentro e dominado por aquele nervoso miudinho que nos invade e inibe quando é a 1ª vez, respondi:
- Estou farto de comer ração de combate!
- A minha alma está desejosa, o meu coração e a minha carne clamam pelo almejado prémio, porque vale mais um dia neste céu do que em outra parte mil!
- Mas olha que faço questão de me sentar à esquerda Dele, que a direita tem outros donos!



Chegados aqui, perguntarão como é que eu consegui chegar tão alto? 
Às vezes a correr desenfreadamente, a modos que stressado da puta da guerra. 
Outras, devagar, porque devagar se vai ao Citius. 
Bem vistas as coisas, devo tudo à força do hálito, que é como o que tem que ser. E o que tem que ser tem muita força.
..
Em jeito de epílogo


Neste livro que vos deixo, fica a charada:
A quem pertencem ou a que aludem as citações escritas a cinzento?
Têm 24 horas para responder, sem direito à dilação ou justo impedimento que o Citius prevê.
Se o não fizerem no prazo aludido, ou é porque não sabem - logo, são uns ignorantes, ou porque têm andado distraídos.
O que me levará a concluir que, afinal, vocês não gostam mesmo nada de mim! 
E se for assim, são como um fingidor que eu cá sei!

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Vidas de muitas guerras e paz tão pouca

Gosto de leituras "entre linhas". De mensagens subliminares.
E assim respondo às interrogações de alguns/algumas amigos(as) sobre o post antecedente.
E gosto muito de poesia, sobretudo do meu Eugénio de Andrade, velho companheiro da mesa de cabeceira, como gosto de vaguear pela "Rosa do Mundo / 2001 Poemas para o futuro", um extenso e abrangente (no tempo e no espaço) trabalho de recolha de poesia feito para o "Porto 2001", Edição Assírio & Alvim.
Este gosto vem-me dos tempos da Coimbra de 1966/69, gosto que procurava conjugar (conciliar?) com a luta contra a ditadura, ali desde a rua estreita onde há cerca de 70 anos vive a Real República Bota Abaixo.

Claro que o poema "Despedida" nada teve ou tem a ver com a porca da política. Porca, por mor dos políticos de manjedoura, sejam eles peixes de águas profundas ou cá mais da beira-água.
Valha a verdade: o meu "padrinho" Sócrates - de quem tanto falei e com quem tanto brinquei e gozei neste blogue - despediu-se do poder com dignidade.
O rapazola que agora lhe tomou o poiso precisa de muito mais coragem para dar a volta ao regabofe em que o país se atolou do que aquela que aparenta revelar.
Desde logo, precisa de se livrar do padrinho de baptismo político. Como precisa de se livrar dos novos padrinhos e da legião de afilhados que não tardarão a bater-lhe à porta a exigir o folar da Páscoa, ansisosos de se tornarem "califas no lugar do califa."

Eu, limito-me a precisar de paz.
E de me ir libertando das muitas guerras que vivi e nas quais fui parte activa; por vezes, demais, armado em guerreiro e líder de Operações Especiais.

Preciso de me ir libertando dessa guerra que me persegue há 39 anos, feitos este mês e que continua alapada ao corpo e à alma, um pouco por culpa do tio Segismundo Freud. Lá me vou entendendo com ela, procurando gerir os diabinhos que me perseguem, brincando com eles.
Sempre, mas sempre, sem esquecer aquele lema: "Ranger uma vez, Ranger toda a vida", razão que julgo me faz manter de pé firme, como que predestinado a não morrer na praia, longe dos combates de que me recuso a fugir ou a deixar matar de morte matada. 

Mas o que mais preciso agora é de me libertar das outras guerras, sobretudo das que se intrometem e vandalizam as nossas vidas pessoais, íntimas e afectivas.

Por isso me soube tão bem aquela tarde inteira de paz que vivi ontem na casa da muito amiga Dina, sita mesmo à beirinha do mar da Costa Nova, logo ali ao atravessar da rua, onde até tempo sobrou para trabalhar.
Preciso de me reencontrar com o mar, paixão que me acompanha e impele dede os primeiros recordares da infância.

É do que estou precisado, segurando na mão esquerda [que a direita tem outros donos] a poesia do Eugénio de Andrade, esse  génio que tão bem soube conjugar a escrita com a terra e com o corpo.
...
Onde me levas rio que cantei,
esperança destes olhos que molhei
de pura solidão e desencanto?
Onde me levas?, que me custa tanto.
...
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- 1ª imagem: extraída de "Guerra Colonial", de Aniceto Afonso e Carlos de Matos Gomes, Edição Notícias Editorial/2000.
- 2ª imagem: pôr do sol na Costa Nova, ontem.
- O poema, esse, saquei-o do XXX capítulo de "As Mãos e os Frutos", de Eugénio de Andrade / Poesia e Prosa [1940 - 1980], Edição Limiar, 2ª edição revista e aumentada.

sábado, 28 de fevereiro de 2009

fintabolistas - III

Adorei o jogo da noite passada: afinal e apesar de sermos só dois, a equipa provou que sabe jogar como nenhuma outra.

Entretanto, a equipa que quer ser califa no lugar do califa propôs a criação duma comissão de análise do processo de construção da nova alameda da cidade, proposta que foi aprovada graças à ajuda dos dois.

Tal proposta continha um ponto que gerou acesas dúvidas: a câmara deverá disponibilizar à comissão os meios de que esta careça para levar a bom porto a sua ingente missão.

- Que meios, logo inquiriu uma desconfiada voz da equipa situacionista?

Da 1ª fila onde estava postado, respondi de pronto:

- Um automóvel! eu quero um automóvel!

Como compreenderão, era o mínimo que me cumpria exigir; era o que faltava ter de percorrer a pé (ou mesmo de burrico) os quase 3km da futura gloriosa alameda!

Mostrando que queria ir "citius, altius, fortius", subi à bancada e li aos crentes os balões da imagem incluída no post do passado dia 7 sob o título "a mulher de césar".

Desçam e compreenderão as razões de ciência que sustentam a alusão...

Noutro registo temporal, cito o anarca Oskar Bakunine:

A SALVAÇÃO PÚBLICA NÃO DEPENDE JÁ DO ESTADO MAS DA REVOLUÇÃO!

Disse.

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Imagens extraídas de "A Febre de Urbicanda"/autores: François Schuiten e Benoit Peeters/Edições 70

- Cfr. ainda "Les Cités Obscures"