terça-feira, 8 de março de 2016
Violência doméstica: é preciso castigar, custe o que custar
segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016
Filme luso-francês rodou cena em Bustos
domingo, 31 de janeiro de 2016
Regressar às origens
Vale a pena, vale mesmo a pena, lembrar um pouco da sua fantástica história:
Nestor Ivanovich Mackno nasceu na Ucrânia em 1888. Azar dele, tendo em conta que no decorrer a 2ª grande guerra (1939/45) muitos ucranianos - demasiados ucranianos - traíram a pátria soviética na justa luta contra Hitler, pondo-se ao lado dessa nojeira que foi o nazismo.
Não fica mal lembrar que, antes, Mackno começou por se opor ao anticomunista exército branco que defendia o regresso ao czarismo.
Nem branco, nem vermelho, o numeroso exército macknovista adoptou o preto, cor de eleição de qualquer anarquista que se preze.
Ao slogan bolchevista “a terra a quem a trabalha”, Mackno contrapunha um slogan muito do meu gosto: a terra é de quem a trabalha!
- No meio desta caldeirada de senso e de falta dele, também dele herdei uma certa imagem do torreão da ABC de Bustos, imagem retratada AQUI.
Vê lá mas é se apareces, ó trânsfuga, que está por fazer a verdadeira revolução, a tal que ficou na gaveta quando o 25 de Abril saiu à rua!
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P.S. (salvo seja): do meu anarco-sindicalismo, até acabar no Mackno, disse muito AQUI.
terça-feira, 17 de novembro de 2015
Quando os filhos nos pertenciam - IV
Em contraponto, nas vidas do mundo geopolítico contemporâneo, a tradição deixou há muito de ser o que era.
Por cá, como quem assobia para o lado, os velhos do Restelo continuam a conduzir em contramão.
Fim de citações.
domingo, 8 de novembro de 2015
Guardiões dos Sabores: a tradição ainda é o que era
Como vem sendo hábito naquele poiso, fomos recebidos principescamente.
A Alexandra, que vive em Bustos, veio dar uma mãozinha, porque nunca somos demais para continuar o Portugal gastronómico.Tudo sob a batuta e interação da Zélia.
- Uma, de robalo médio (300/400gr, diz o escriba, que já foi rei na matéria), recheado com pimentos vermelhos e verdes [a variedade é essencial, confidenciou-me a Conceição do alto do seu saber], a que acresceu bacon, orégãos e, desconfio, outros ingredientes que ficaram no segredo da deusa.
Para evitar o derrame do recheio, os robalos foram esventrados pelo dorso lateral, após o que foram fechados com palitos, tudo para evitar escorrências.
Mas dei nota das sobremesas, ainda que não sejam o meu forte:
Mas que delícia! – rejubilaram de novo os confrades, enquanto insistiam em falar mal da política e bem das mulheres.
Para fechar o repasto, só faltou a Ana Sofia, filha da casa, brindar os convivas com uns acordes de flauta transversal em que é exímia, ela que integra a Banda da Mamarrosa. Fica para a próxima, se e quando a timidez se for embora.
Como mandam os códigos, depois de lida e achada conforme, foi a acta assinada por todos.
São encontros destes que nos fazem esquecer que o país está de tanga para tantos e generoso demais para uns poucos.
O governo - este e o que vem aí - podem cair. Os Guardiãos dos Sabores manter-se-ão de pedra e cal, que é como quem diz, de carne e peixe!
Óscar Santos
sexta-feira, 16 de maio de 2014
A minha campanha alegre
E há-de ser canonizado.
- Também guardo muito boas recordações da minha anterior Campanha Alegre, em 2008. Se querem saber, até para comparar, vão AQUI.
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Sanjo: as sapatilhas reinventadas
sexta-feira, 12 de março de 2010
Lampreia na Bairrada
A viagem até à antiga malaposta vale mesmo a pena.
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Enfim, casados!
6ª – A homossexualidade continuará a viver escondida, envergonhada.
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
TACHO DEU SARRABULHO
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
SANTA MARIA MANUELA!
A Epopeia dos Bacalhaus é outro tema que me seduz. Para o mar das campanhas fugiram jovens como eu, assim procurando livrar-se da mobilização para a guerra no querido ultramar do regime salazarista [curioso: nunca encontrei um único filho do regime a bater com os costados no mato].
domingo, 30 de agosto de 2009
O disco volta a tocar do mesmo…
O post antecedente criou alguns engulhos, perturbações de espírito. Se calhar, medos, muitos medos.
Tarde e a más horas, foram vários os amigos que se queixaram:
a) Ou de que me esqueci de identificar no texto os homens e mulheres. Era fácil: bastava escrevinhar 36 nomes…
Como se o objectivo do texto não fosse apenas o de expor o princípio, a regra, que levou a que pouco ou nada mudasse na filosofia dos partidos concorrentes!
A ver se nos entendemos: para o efeito, que importa quem é quem? Para publicitar nomes, existem as listas expostas no Tribunal. É só ir lá, que a Lei não o proíbe, pelo contrário: até incentiva o cidadão comum a tomar conhecimento do processo eleitoral.
É um direito, mas também um dever, sobretudo de quem tem responsabilidades político-partidárias. Foi por tal razão legal que as listas estiveram expostas em edital, como manda o formalismo processual.
Esqueceram-se dos deveres, do trabalho de casa? Lamento, mas não choro sobre leite derramado por descuido ou negligência grosseira.
Como se não bastasse, pelo menos as listas completas dum dos partidos também foram divulgadas num blogue bem conhecido no concelho – o Bairrada Digital. É só clicar no endereço aqui ao lado direito. Para facilitar, aqui vai uma ajudinha, direitinha ao sítio, que é mesmo AQUI. (*)
Como é de exigir a um blogue generalista e aberto, também o Notícias de Bustos publicou uma outra lista. E desde a 1ª hora que se afirmou disponível para colocar lá as restantes. Estão à espera que vamos lá a casa pedi-las?
b) Ou então queixam-se de que o bloguedooscar deveria ser uma porta aberta ao universo dos partidos concorrentes às autárquicas.
Repita lá? Então um blogue pessoal e intimista (por mais transmissível que se queira), o espelho do pulsar, do sentir, do modo pessoal de alguém ver e olhar para o mundo, é balde comum? É albergue espanhol?
E que tal se dormissem menos e fizessem mais trabalho de casa?
Do céu, que eu saiba, pode cair chuva e tempestade, sol e bonança. Até milagre pode cair, como o de S. Lourenço de Bustos, em quem piamente acredito e de que sou devoto confesso e assumido.
O que certamente não cai do céu é a solução para a cegueira e o tanto dormir duns quantos!
Não foi por acaso que me recusei a integrar as listas do partido de que guardo o cartão de sócio num sítio que agora não me lembro.
Não é por acaso que odeio a ditadura dos aparelhos partidários: vou perdendo dentes desde os meus 17 anos. Já me faltam uns 6 ou 7. Mas nem a querida dentista, ali da Póvoa, me convence a pôr o malfadado aparelho.
Sou contra. Por isso, daqui vos grito bem alto e de punho erguido:
ABAIXO O APARELHO!
MORTE À DENTADURA DO PROLETARIADO!
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(*) Tomando como referência a mãozinha do rato, não o partido da mãozinha, que também não se livra de alguns resquícios do mesmo mal de que os outros estão contaminados.
- Imagem extraída de Asterix e o regresso dos gauleses / 14 histórias completas / O regresso às aulas, de René Goscinny e Albert Uderzo, Edições ASA, 1ª edição / Novembro de 2004.
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Viró disco e toca o mesmo…
Claro que a minha consulta tinha um objectivo óbvio: sempre com o primo Freud na mente, analisar o apenso onde constam as listas apresentadas pelos 4 partidos concorrentes à Assembleia de Freguesia de Bustos.
Velho do Restelo.
Imagem extraída do BLOG DO INSURRECTO, com a vénia devida.
O resultado é mais do que óbvio:
Os velhadas e o pessoal do “aparelho” continuam agarrados ao poder local como lapa ou mexilhão aos pedregulhos dos molhes da Barra. Náusea (eu disse náusea, ainda que em sentido figurado) foi aquilo que senti. Vontade de vomitar a política que tenho mastigado e engolido durante uma vida toda. A modos de quem acaba de comer marisco esquecido durante 40 anos na despensa da cozinha.
Não acreditam?
Vamos à prova dos nove, já que são 9 (nove) os candidatos efectivos à Assembleia da minha freguesia:
- Enumeração, por sexo e idade, dos nove (9) candidatos efectivos, pela ordem do sorteio nos boletins de voto (brancos, como é costume):
- PS: 1º: mulher, 47 anos; 2º: mulher, 24 anos; 3º: homem, 19 anos; 4º: mulher, 25 anos; 5º: mulher, 21 anos; 6º homem, 28 anos; 7º: mulher, 42 anos; 8º: mulher, 22 anos e 9º: homem, 25 anos.
São 6 mulheres e 3 homens
Média das idades: 28 anos
- CDS: 1º: homem, 32 anos; 2º: homem, 57 anos; 3º: mulher, 74 anos; 4º: homem, 63 anos; 5º: homem, 71 anos; 6º: mulher, 43 anos; 7º: homem, 66 anos; 8º: homem, 34 anos e 9º: mulher, 41 anos.
Média das idades: 53 anos
São 6 homens e 3 mulheres (à justa!)
Média das idades: 48 anos
E mais não digo.
Por agora, que a alma pede descanso. E dieta, muita dieta.
Vou fugir para longe disto tudo.
Amanhã, a gente conversa.
domingo, 19 de julho de 2009
A lei da paridade: mulheres ao poder!
Não se trata de atribuir mais quotas leiteiras, que essas levou-as a União Europeia.Falo da lei da paridade, que obriga à inclusão de 1/3 de mulheres nas listas eleitorais.
Vai ser do bom e do bonito por esse Portugal profundo!
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Imagem extraída de "Lucky Luke: Calamity Jane", da autoria de Morris & Goscinny, Edição da Meribérica/Liber, pág. 8.
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Futuro passado
Em finais dos anos 50/princípios de 60, Bustos era uma terra virada para o futuro.
A embalar o progresso, em 1936 um "brasileiro" da terra apostou num Centro Recreativo de Instrução e Beneficência, com salão de festas e cinema (o famoso Bustos Sonoro Cine, a que não faltou um então inédito sistema de assinaturas, precursor dos cineclubes dos anos 60). Teatro de revista, bandas de música, jornais, farmácia, estação telegráfica e postal, 2 equipas de futebol federado, clube de natação (com uma pequena piscina, onde participámos em tantas provas e brincadeiras), cafés com salas de bilhares, 2 restaurantes, talho, peixaria.
Um sem fim de sinais duma terra de gente de progresso; e de ideias progressistas, de que foi exemplo a perseguida União Liberal de Bustos.
Nada parecia faltar nesses anos de ouro. Salvo a Liberdade.
Em princípios de 60, um grupo de bustuenses avança com uma Comissão de Melhoramentos, à qual se deve, nomeadamente, a criação duma sala de leitura da Biblioteca Calouste Gulbenkian, um colégio (então Externato Gil Vicente, hoje IPSB, com cerca de 1.000 alunos), posto da GNR e agência bancária.
Não nos faltaram dias, tardes e noites quentes, em especial as tardes quentes do Piri-Piri de que o saudoso Carlos Luzio falava.
Com o 25 de Abril chegaram os inevitáveis movimentos associativos de matriz social, personificados em duas instituições de solidariedade social - a ABC de Bustos e a SOBUSTOS. Não tardou a surgir o Orfeão de Bustos com o seu Grupo de Cantares.
E pouco mais.
Bustos foi morrendo, morrendo; mais de morte matada do que de morte morrida.
Tal como confessei AQUI, por nossa culpa, Bustos já foi.
Até renascer das cinzas do passado.
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- Bibliografia consultada: Arsénio Mota, Bustos - elementos para a sua história, edição da Associação de Beneficência e Cultura de Bustos, 1983; e, do mesmo autor, Bustos do Passado, em edição da Junta de Freguesia de Bustos, 2000. Busca nos blogues hiperligados.
- Fotos do Jaime e do Milton Costa (slide da conferência sobre a origem da vida).













