Em contraponto, nas vidas do mundo geopolítico contemporâneo, a tradição deixou há muito de ser o que era.
Por cá, como quem assobia para o lado, os velhos do Restelo continuam a conduzir em contramão.
Fim de citações.
A falta de bom-senso e humildade constitui uma das principais causas da degenerescência da justiça portuguesa. Tudo seria simples se houvesse uma coisa que falta cada vez mais aos nossos magistrados: bom senso.
É isto que num sistema judicial de um país minimamente civilizado se espera das autoridades policiais e judiciais, até porque o caso era susceptível de constituir um crime. O assalto e até assassínio de idosos nas suas residências não são, infelizmente, casos assim tão raros em Portugal. Mas, sintomaticamente, as autoridades judiciais não só não se deram ao trabalho de se deslocar à residência como, inclusivamente, recusaram-se a autorizar os familiares a procederem ao arrombamento da porta de entrada.
É esta falta de bom-senso e humildade perante a realidade que constitui uma das principais causas da degenerescência da justiça portuguesa. Os nossos investigadores (magistrados e polícias) não investigam para encontrar a verdade, mas sim para confirmarem as verdades que previamente decretam. E, como algumas dessas verdades são axiomáticas, não carecem de demonstração.
Sem ignorar o empenhamento dos EUA na ajuda e a adaptação de meios militares a fins civis e humanitários, certo é que Obama não resistiu ao envio duma brigada de soldados e um porta-aviões (USS Carl Vinson, na imagem ao lado), num total superior a 5.000 militares, muitos dos quais fuzileiros. (ver notícia AQUI)
Vamos supor que a lista BUSTOS EM 1º, concorrente à eleição para a Assembleia de Freguesia de Bustos, ganha as eleições de 11 de Outubro...O post antecedente criou alguns engulhos, perturbações de espírito. Se calhar, medos, muitos medos.
Tarde e a más horas, foram vários os amigos que se queixaram:
a) Ou de que me esqueci de identificar no texto os homens e mulheres. Era fácil: bastava escrevinhar 36 nomes…
Como se o objectivo do texto não fosse apenas o de expor o princípio, a regra, que levou a que pouco ou nada mudasse na filosofia dos partidos concorrentes!
A ver se nos entendemos: para o efeito, que importa quem é quem? Para publicitar nomes, existem as listas expostas no Tribunal. É só ir lá, que a Lei não o proíbe, pelo contrário: até incentiva o cidadão comum a tomar conhecimento do processo eleitoral.
É um direito, mas também um dever, sobretudo de quem tem responsabilidades político-partidárias. Foi por tal razão legal que as listas estiveram expostas em edital, como manda o formalismo processual.
Esqueceram-se dos deveres, do trabalho de casa? Lamento, mas não choro sobre leite derramado por descuido ou negligência grosseira.
Como se não bastasse, pelo menos as listas completas dum dos partidos também foram divulgadas num blogue bem conhecido no concelho – o Bairrada Digital. É só clicar no endereço aqui ao lado direito. Para facilitar, aqui vai uma ajudinha, direitinha ao sítio, que é mesmo AQUI. (*)
Como é de exigir a um blogue generalista e aberto, também o Notícias de Bustos publicou uma outra lista. E desde a 1ª hora que se afirmou disponível para colocar lá as restantes. Estão à espera que vamos lá a casa pedi-las?
b) Ou então queixam-se de que o bloguedooscar deveria ser uma porta aberta ao universo dos partidos concorrentes às autárquicas.
Repita lá? Então um blogue pessoal e intimista (por mais transmissível que se queira), o espelho do pulsar, do sentir, do modo pessoal de alguém ver e olhar para o mundo, é balde comum? É albergue espanhol?
E que tal se dormissem menos e fizessem mais trabalho de casa?
Do céu, que eu saiba, pode cair chuva e tempestade, sol e bonança. Até milagre pode cair, como o de S. Lourenço de Bustos, em quem piamente acredito e de que sou devoto confesso e assumido.
O que certamente não cai do céu é a solução para a cegueira e o tanto dormir duns quantos!
Não foi por acaso que me recusei a integrar as listas do partido de que guardo o cartão de sócio num sítio que agora não me lembro.
Não é por acaso que odeio a ditadura dos aparelhos partidários: vou perdendo dentes desde os meus 17 anos. Já me faltam uns 6 ou 7. Mas nem a querida dentista, ali da Póvoa, me convence a pôr o malfadado aparelho.
Sou contra. Por isso, daqui vos grito bem alto e de punho erguido:
ABAIXO O APARELHO!
MORTE À DENTADURA DO PROLETARIADO!
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(*) Tomando como referência a mãozinha do rato, não o partido da mãozinha, que também não se livra de alguns resquícios do mesmo mal de que os outros estão contaminados.
- Imagem extraída de Asterix e o regresso dos gauleses / 14 histórias completas / O regresso às aulas, de René Goscinny e Albert Uderzo, Edições ASA, 1ª edição / Novembro de 2004.
Velho do Restelo.
Imagem extraída do BLOG DO INSURRECTO, com a vénia devida.
O resultado é mais do que óbvio:
Os velhadas e o pessoal do “aparelho” continuam agarrados ao poder local como lapa ou mexilhão aos pedregulhos dos molhes da Barra. Náusea (eu disse náusea, ainda que em sentido figurado) foi aquilo que senti. Vontade de vomitar a política que tenho mastigado e engolido durante uma vida toda. A modos de quem acaba de comer marisco esquecido durante 40 anos na despensa da cozinha.
Não acreditam?
Vamos à prova dos nove, já que são 9 (nove) os candidatos efectivos à Assembleia da minha freguesia:
- Enumeração, por sexo e idade, dos nove (9) candidatos efectivos, pela ordem do sorteio nos boletins de voto (brancos, como é costume):
- PS: 1º: mulher, 47 anos; 2º: mulher, 24 anos; 3º: homem, 19 anos; 4º: mulher, 25 anos; 5º: mulher, 21 anos; 6º homem, 28 anos; 7º: mulher, 42 anos; 8º: mulher, 22 anos e 9º: homem, 25 anos.
São 6 mulheres e 3 homens
Média das idades: 28 anos
- CDS: 1º: homem, 32 anos; 2º: homem, 57 anos; 3º: mulher, 74 anos; 4º: homem, 63 anos; 5º: homem, 71 anos; 6º: mulher, 43 anos; 7º: homem, 66 anos; 8º: homem, 34 anos e 9º: mulher, 41 anos.

O que nos espera nos próximos 4 anos
Como se não bastasse, consta-me que vai ser liderada pela 3ª cara metade, estacionada aqui ao lado, nos blogues linkados na barra lateral direita...
Parecendo certo e seguro que o farão sob a almofada do partido do meu padrinho, apressei-me a dar-lhe o que penso ser uma notícia tonificante, por entre o mar de desgraças que lhe têm batido à porta [durante a conversa, foram várias as vezes que citou, diga-se que em mau latim, o "annus horribilis" que teima em acossá-lo].
Exultante, confessou-me do outro lado da linha:
- Tu podes ser um madraço, um infiel, um incorrigível anarco-facho. Mas desta vez - que é a primeira, que eu saiba - tiro-te o chapéu!
Julgava-te perdido para a causa! O clube jamais se esquecerá do teu empenhamento! Vou já ali assinar um decreto a propor-te para a medalha de mérito da Ordem dos Arrependidos!
A promessa soube-me a pouco e até estive tentado a desligar o telemóvel.
Farto de dar o corpo ao manifesto e levar pancada da grossa como prémio, disparei:
- Ó meu primeiro! Então eu abri as portas para esta acção revolucionária do mulherio, uma verdadeira bofetada na hipocrisia da lei da paridade, e tu vens-me com as medalhas!
Não sabes que eu não sou de salamaleques, de doutorices bafientas?
E se em vez disso me garantisses um tacho na administração da Empresa de Águas do Baixo Vouga?
Após um curto silêncio, dispara-me:
- Olha lá, ó guevarista pretensioso! Então não sabes que os lugares já estão prometidos e que vão ser partilhados com a malta do PSD? E admitindo que te dizia que sim, que garantias me davas de que te ias portar bem?
Contenta-te mas é com a medalha e põe-te na bicha!
Quem sabe: pode ser que entres na leva seguinte...
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- Imagem de "A noiva de Lucky Luke", de Morris & Guy Vidal, Edição Meriberica/Liber, 1986
Apesar de tantas vicissitudes, ontem fui um homem feliz: com a criação dum novo conceito territorial e de novos modelos de gestão, de atribuição de mais e melhores recursos técnicos e humanos e da especialização por comarca, finalmente algo de estruturalmente diferente e revolucionário acontece na complicada, tradicionalmente emperrada e muito conservadora máquina da Justiça.
A qualidade do serviço público prestado aos cidadãos salta à vista a quem entra nos tribunais: segurança e novas tecnologias é coisa que não falta. E mal precisamos de sair do nosso local de trabalho: a justiça está à distância dum clique nos nossos computadores.
Diga-se o que se disser e mau grado a diarreia legislativa, a Justiça é o patinho bonito deste governo.
O meu padrinho esqueceu-se do folar, mas mesmo assim,
Parabéns!
O CITIUS (do latim, mais rápido, mais célere) é uma plataforma que se encontra disponível na internet para uso dos diversos operadores judiciais: advogados, magistrados (CITIUS - Magistrados Judiciais) e funcionários judiciais (Habilus).